Em direto
Resultado histórico nas intercalares dos EUA. Democratas conquistam Senado e Câmara dos Representantes

MNE "otimista" com possibilidade de Cimeira Ibero-Americana em Portugal em 2030

MNE "otimista" com possibilidade de Cimeira Ibero-Americana em Portugal em 2030

O ministro dos Negócios Estrangeiros está "otimista" quanto à possibilidade de Portugal receber a Cimeira Ibero-Americana em 2030. Em declarações à RTP Antena 1, na antecipação da XXX Cimeira Ibero-Americana, que decorre a partir desta quarta-feira em Madrid, Paulo Rangel adiantou que já deu início aos contactos com os restantes países para avaliar o apoio à candidatura.

João Alexandre - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: Fabrizio Bensch - Reuters

"Estamos otimistas de que Portugal poderá ter a secretaria permanente [da Cimeira] no período 2029-2030. Julgo que levaremos essa boa notícia, embora a candidatura só tenha de ser feita no primeiro semestre de 2027", disse, assinalando que está a realizar contactos bilaterais numa fase de "auscultação preliminar".

A XXX Cimeira Ibero-Americana assinala 30 anos de encontros entre os países de língua portuguesa e espanhola, mas decorre em Madrid sem alguns dos principais chefes de Estado e de Governo. Entre as ausências estão a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o presidente brasileiro, Lula da Silva.

Paulo Rangel relativiza o impacto destas ausências e considera que a participação está dentro da normalidade das cimeiras ibero-americanas. O MNE prefere destacar o que entende como a capacidade dos Estados-membros para chegar a uma declaração política comum, apesar das divergências.
"Apesar de haver muitas diferenças entre os Estados-membros, ser possível ter uma relação política comum (...) é sinal de que os países mostram vontade de que a Cimeira Ibero-Americana possa ter um papel, nesta altura de enfraquecimento do multilateralismo, como uma voz que em determinados temas tem posições comuns", afirmou.

Entre os resultados concretos do encontro, Paulo Rangel destaca a criação de uma rede de proteção civil, destinada a reforçar a cooperação entre os países na resposta a situações de emergência e na redução do risco de desastres, e a declaração conjunta sobre inteligência artificial.

"Estamos, sinceramente, com um prognóstico bastante otimista quanto à possibilidade de reforçar o papel, desde logo, da língua espanhola e da língua portuguesa nos modelos de linguagem, e quanto à ideia da defesa de uma regulação ética da inteligência artificial", sublinhou.

De recordar que, no encontro de 2024, no Equador, não houve acordo entre os vários membros para a assinatura de uma declaração final, mas Paulo Rangel considera que o trabalho feito até ao momento permite ultrapassar o "impasse" registado na anterior cimeira.

A última vez que Portugal organizou uma Cimeira Ibero-Americana foi em 2009, no Estoril. Antes de um eventual regresso a território português, a próxima reunião deverá realizar-se nas Honduras, em 2028.
Tópicos
PUB